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1/2/2006
O QUE ESPERAR DE 2006?

Autor: Luiz Moreira de Castro

Frequentemente temos chamado a atenção dos empresários e dirigentes para a necessidade de reabilitação econômica do nosso setor. Trata-se de um mercado com limitações econômicas, altamente dependente de recursos governamentais, com preços e rentabilidade baixos e forçado a investimentos que passam pelas necessidades de adequação regulatória, de substituição das embalagens na linha de SPGV e de atualização tecnológica.

Iniciamos 2006 sob a expectativa de uma elevação do consumo de soluções parenterais, alavancada pela injeção de recursos governamentais na Saúde, como faz supor a prática politica habitual em ano eleitoral.

A maior concentração no segmento de grande volume nos últimos 5 anos é um fator positivo para as empresas que continuam operando regularmente, mas é preciso considerar que o processo trouxe debilidade aos preços que, se mantida, poderá afetar a todos de forma crítica e, para alguns, irreversível.

No grupo que produz pequenos volumes, o quadro também não é diferente, com o agravante do segmento ter se tornado mais competitivo com a entrada de novos players nos anos mais recentes. Hoje, parece ter se ajustado melhor e alcançado equilibrio na relação oferta-demanda, mas ainda muito vulnerável a uma ação mais forte por parte de qualquer uma das empresas fabricantes que faltamente afetaria o ainda frágil processo de recuperação econômica do segmento.

Na linha de CHD vemos boas perspectivas, ainda que o seu crescimento esteja totalmente atrelado à política governamental de preços de serviços pagos ao setor de hemodiálise. É uma luta antiga do segmento e a ABRASP deve passar a apoiar esse esforço que visa melhorar a qualidade do atendimento e garantir a sobrevivência de todos os que investem nessa área.

Olhando o País, temos para 2006 um cenário econômico melhor que no ano passado. Deveremos ter queda dos juros, melhoria da relação dólar-real, crescimento do PIB de pelo menos 3,5% e cenário econômico mundial favorável. Sendo um ano político, é muito provável que os investimentos na área da Saúde cresçam e favoreçam as empresas farmacêuticas.

Ainda assim, temos muitas preocupações. Dependemos de capital intensivo e, embora haja disponiblidade de recursos, os custos e o alcance desses ainda são limitantes para a maioria das empresas. Temos um processo de transição de embalagens no grande volume cujo impacto no ambiente das empresas e no mercado é para todos uma incógnita. Muitos sentimentos, mas nenhuma certeza. Temos uma perspectiva de aumento de demanda, mas não temos segurança quanto a recuperação dos preços, afinal, nos últimos anos, não temos sido capazes nem mesmo de repassar o aumento oficial concedido pela CMED.

Enfim, temos boas perspectivas, mas também temos entraves. O capital é o fator preponderante. Com o mercado favorável, as condições de recuperação econômica ficam em nossas mãos. Fazer uma gestão que viabilize resultados positivos e dentro das necessidades de investimentos das empresas é a responsabilidade dos empresários e dirigentes. Que todos tenham essa visão!


Luiz Moreira de Castro
Diretor da Equiplex Ind. Farmacêuticas e
Presidente da ABRASP.

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