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4/9/2013
Geral
TRIMESTRE RUIM PARA A INDÚSTRIA
Brasil Econômico / Jornalista: Gustavo Machado

Depois da repercussão positiva em torno dos números do Produto Interno Bruto (PIB), a produção industrial devolveu ao mercado o pessimismo de semanas atrás. Apesar da queda de 2% em julho, o que mais tem incomodado são as perspectivas para agosto. Baseado
em dados preliminares, como o Índice de Confiança, calculado pela FGV, a produção deve amargar mais um mês de queda, estima a LCA. Segundo a consultoria, o oitavo mês do ano registrará uma retração de 0,8%.

Caso se confirme a projeção, o acumulado nos dois primeiros meses do terceiro trimestre complicam o resultado para o período e, consequemente, o resultado na indústria no ano. Setembro teria que registrar uma expansão da ordem de 2,9% para que o trimestre apresentasse uma produção estagnada. O resultado para um único mês não é alcançado desde março de 2010.

O desempenho da produção de bens de capital e insumos típicos da construção, segundo a LCA, também sugere uma retração de 1% da Formação Bruta de Capital Fixo no terceiro trimestre.

Entre as explicações para a má perspectiva está a alta do dólar, que em um primeiro momento encarece parte da produção industrial, e a inflação que diminui o poder de compra da população, avalia Ernesto Lozardo, economista da Fundação Getúlio Vargas. Com isso, industriais continuam produzindo de acordo com os níveis de estoque. No caso da indústria automotiva, o estoque das revendedoras se aproximam de 50 dias. Um nível muito elevado, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O recomendável é um estoque entre 25 e 30 dias.

A resposta da indústria está na redução da produção. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), caiu 3% a produção entre julho e junho deste ano.

Segundo Fernando Parmagnani, economista da consultoria Rosenberg, setores que tiveram o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) reduzido estão sentindo falta do incentivo. Embora o benefício não tenha sido completamente retirado, as vendas caíram 9,9% entre julho deste ano e igual mês de 2012, quando o setor gozava do “IPI zero” para carros populares. “Além do fim do incentivo, houve uma antecipação do consumo”, avalia.

A produção de bens de consumo duráveis, que incluem os artigos de linha branca e marrom,
além dos automóveis, caiu 7,2% no mês de julho ante junho, e 1,6% ante igual período do ano
passado.

Lozardo, no entanto, espera uma curva ascendente a partir de setembro. Segundo ele, a produção industrial no último trimestre do ano apresentará uma expansão de 1,5% ante o trimestre anterior. “As exportações começarão a ajudar e o mercado ficará fechado às importações.”, acredita.

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