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26/6/2015
Geral
Fórum Saúde: Brasil é um dos países que menos investem em saúde pública
O Estado de S.Paulo

Jornalista: Fabiana Cambricoli
26/06/2015 - Comparado com outros países que têm sistema universal de saúde, o Brasil é a nação que tem o menor porcentual de investimento público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados apresentados pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante o Fórum Estadão Saúde.
Os dados mostram que o governo brasileiro investe 4,7% do PIB em saúde, índice muito inferior aos gastos de Canadá, França, Suíça e Reino Unido, onde os porcentuais de investimento variam de 7,6% a 9,0%.

O gasto total do País per capita com saúde, contando investimentos públicos e privados, também está bem abaixo da média dos países desenvolvidos com modelos universais. Na Suíça, por exemplo, esse valor chega a U$ 9.276, enquanto o Brasil investe U$ 1.083 por habitante na área da saúde.

Embora o investimento brasileiro seja considerado baixo comparado com essas nações, o País tem gastos em saúde superiores a todos os demais países do Brics que, além do Brasil, inclui Rússia, Índia, China e África do Sul.

Em comparação com o Mercosul, o Brasil se sai melhor que países mais pobres, como Paraguai e Venezuela, mas está atrás de nações como a Argentina e o Uruguai no investimento público em saúde.

“O Ministério da Saúde tem aumentado ano a ano os investimentos em saúde, mas nosso gasto público ainda é menor do que países vizinhos. Temos de debater novas fontes de recursos.

O diagnóstico é que a saúde é subfinanciada, mas não cabe apenas ao ministério dar a solução. O Congresso e a sociedade têm que discutir isso também”, disse Barbosa.
De acordo com o secretário, somente com ações e serviços públicos em saúde, sem contar o pagamento de pessoal, a pasta gastou R$ 92,6 bilhões no ano passado, valor três vezes maior do que era investido dez anos antes.

Para a ministra interina da Saúde, Ana Paula Menezes, por mais que o governo federal venha ampliando o número de tratamentos e medicamentos oferecidos na rede pública, o cidadão tem razão em cobrar, porque o investimento ainda não é suficiente. “O tensionamento por mais recursos é adequado.” Mesmo com o subfinanciamento, para o governo o SUS pode ser considerado um exemplo de universalidade e igualdade em muitas áreas. “No ano passado, por exemplo, com o início da vacinação contra o HPV, o Brasil passou a oferecer todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Hoje podemos dizer que uma criança pobre no Brasil vai ter acesso às mesmas imunizações que uma criança com acesso à saúde privada”, disse o secretário.

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