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1/4/2020
Ciencia e Tecnologia
Recorde de vítimas, muda tom
O Globo, notícia também publicada nos jornais O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e Correio Braziliense

Jornalista: Indefinido
01/04/20 - No dia em que o país registrou o maior número de casos (1.138) e de mortes (42) por Covid-19, os ministros Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça) e Braga Netto ( Casa Civil) acompanharam Luiz Henrique Mandetta (Saúde) na entrevista no Planalto e apoiaram o isolamento de quem pode ficar em casa para conter o coronavírus.

Mandetta disse que isso permitiu ao Brasil não entrar na “espiral absoluta” de casos. Após omitir trecho de fala do diretor-geral da OMS para defendera volta ao trabalho e serdes mentido pela entidade, Bolso narobaix ou o tom em pronunciamento à noite na TV. Houve forte panelaço. O presidente desagradou a ministros ao dar sala perto de seu gabinete para o filho Carlos. Com suas atitudes, Bolsonaro isolou-se entre líderes mundiais.

No mesmo dia em que o número de infectados e mortos pelo novo coronavírus bateu recorde e o isolamento em relação a membros de sua própria equipe e a líderes globais tornou-se mais evidente, o presidente Jair Bolsonaro mudou o tom ao tratar da pandemia. Após 34 dias da chegada da doença ao país, o

Ministério da Saúde informou que, em apenas 24 horas, haviam sido confirmados 1.138 novos casos de contaminação, que já atingiu 5.717 pessoas. O número de mortos também cresceu de forma acelerada, chegando a 42 em um dia —já são 201 vítimas fatais desde o primeiro falecimento pela Covid-19 no país, há exatos 15 dias.

Se pela manhã, ao deixar o Palácio Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro distorceu o discurso do diretorgeral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, para insistir na tese de que trabalhadores informais deveriam voltar ao trabalho, à noite, em cadeia de rádio e televisão, a narrativa presidencial já era outra.

Bolsonaro classificou o combate ao vírus como o “maior desafio da nossa geração”, destacou que não há ainda medicamentos com eficiência cientificamente comprovada, pregou a “colaboração” e “união” de todos —inclusive os governadores atacados por ele nas últimas semanas — e não defendeu, como vinha fazendo, o fim do isolamento social das pessoas que não atuam em serviços essenciais.

— Todos nós temos que evitar o máximo qualquer perda de vida humana — justificou.

A gravação do discurso ocorreu enquanto, no salão do Palácio do Planalto, os ministros Braga Netto (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça) se colocavam ao lado de Luiz Henrique Mandetta para mostrar alinhamento do governo e referendar a posição técnica do ministério da Saúde como a bússola para o enfrentamento da crise.

Ainda assim, o quarto pronunciamento presidencial em um mês foi novamente marcado por um longo panelaço em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e outras capitais.

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